Procura

16:51:00



Sejamos sinceros, a procura do primeiro emprego depois da faculdade nem sempre é fácil e muito menos algo que saibamos logo à partida como o fazer. Talvez não haja uma forma correta e universal de procurá-lo mas a verdade é que a faculdade falha um pouco nesse ponto. Na ajuda na procura, pelos menos os conceitos básicos e os teóricos: qual a forma de abordagem, como enviar currículos, entre outros pontos. 

 Eu tive a sorte de ficar na empresa onde realizei o estágio curricular, aprofundei conhecimentos, tive contacto com outras áreas que a mesma abrangia. A verdade é com esta extensão aprendi muito, enriqueci tanto a nível profissional como a nível pessoal. Para a extensão do tempo de permanência tive que ceder em diversos aspetos que muitos talvez não cedessem. Confesso que aceitei para ganhar mais experiência, aprender o máximo que conseguisse e enriquecer o meu percurso profissional. Porque pelas condições que fiquei (o tempo que gastava em transportes, o que recebia no final de cada mês)  não me compensava de todo.  Acabei o mini contrato no inicio deste mês de fevereiro e propuseram-me novamente a extensão do mesmo, a questão para eu não aceitar foi: as condições eram as mesmas em termos monetários e ainda ia ter mais responsabilidades. Achei que era demais e o melhor seria procurar outros caminhos, mesmo que fora da área que tirei a licenciatura. E foi o que fiz.

Enquanto não tenho a situação na faculdade regularizada (adoro a minha escola em termos de documentação) e não posso proceder a envio de currículos dentro da minha área, decidi optar por lojas e explico porquê. Tirei Marketing e Publicidade e o contacto com o público, o conhecimento do mercado atual, das novas tendências, dos gostos do consumidor são cada vez mais diversificados e imperativos e já que optei por procurar emprego em vez de continuar de papo para o ar (odeio mesmo estar em casa sem fazer nada) à espera do diploma então que fosse em algo que me pudesse ajudar depois futuramente. Quero ser criativa, quero praticar o copy, quero fazer publicidade crua, e conhecer o consumidor e saber lidar com eles é uma mais valia. Foi um pouco por aí que decidi optar por procurar algo que tivesse como opção sales assistant. 

Quanto ao currículo confesso que foi bastante prático,  não não usei um do europass creio que nem me sentiria bem se o fizesse isto por ser de marketing talvez, utilizei o canvas e dei uma nova forma e cor ao mesmo. Fui chamada para três entrevistas e fiquei logo na primeira a que fui, confesso que achei que me tinha corrido mesmo mal e duvidei imenso de mim. Talvez a dúvida venha do facto de a imagem ser um dos pontos cruciais da loja que estou a trabalhar e eu achar que não tenho assim uma aparência lá muito chamativa,  mas isso são outros panos para mangas.

Os conselhos que posso dar em relação à procura do emprego são os seguintes (não que eu seja uma perita, obviamente que não):
  • Primeiro ponto: Tenho capacidades para este trabalho? Quer seja nas competências exigidas quer seja em termos físicos e psicológicos. Passo a explicar, as competências exigidas é natural que temos que ver se as temos quer seja a nível de conhecimento ou de, por exemplo,  de línguas. A nível físico temos de saber as nossas limitações e se esse trabalho não nos irá prejudicar, por exemplo,  eu tenho um problema nas costas que me impossibilita de carregar coisas muito pesadas ou fazer movimentos muito bruscos. A nível psicológico pois cada um tem o seu limite e nem toda a gente tem estofo para tudo, seja par lidar com pessoas mais complicadas, quer seja para ouvir criticas, entre outros.
  • Segundo ponto: Vai acrescentar-me algo? E com isto não quer dizer que temos de ter a mania que somos alguém ou assim, com isto quero dizer que se formos fazer algo que não gostamos, que não nos vai dar conhecimento e que seja apenas para pagar contas, na minha opinião, enquanto temos opção de escolha não vale a pena. Se fizermos algo que gostamos parece que o tempo passa a voar, que nos dá mais gosto e acordamos com uma motivação diferente. Enquanto podemos escolher, enquanto somos jovens, porque é que não podemos escolher o que nos faz mais feliz e o sitio onde nos sentimos realizados?
  • Terceiro ponto: Vai compensar-me?  Sejamos sinceros, se quase tivermos que estar a pagar para trabalhar, seja que emprego for, vale a pena? E sim estou a falar de remuneração, de cansaço físico e de desgaste psicológico. Pode ser o melhor trabalho do mundo mas a distância compensa-me? Vou ter capacidades de mudar de casa para encurtar a distância? Vou conseguir deslocar-me de carro ou tenho transportes que me permitam ir e vir?
  • Quarto ponto: Se optar por entregar currículo qual a melhor forma? Creio que o melhor será sempre um diferenciador, mas no meu caso venho de uma área que o destaque é sempre o caminho a seguir e não o monótono. Mas depois depende do cargo e do emprego a que nos candidatamos. Por exemplo: se for numa loja, um currículo em folha de papel é perfeitamente suficiente mesmo que queiramos o diferenciar tem a opção do canvas (dá para fazer currículos, imagens, folhetos, entre outros); se for para uma empresa criativa, isto falando mais na minha área, o melhor seria mesmo procurar saber um pouco sobre a mesma, a sua história, entregar um currículo mais elaborado que se destaque de qualquer outro que encontrem, se tiver portefólio melhor, uma carta de apresentação e principalmente uma imagem cuidada e que seja o reflexo da personalidade de quem seja. 
  • Último ponto: Entregar pessoalmente. Malta, não mandem os vossos pais, tios, irmãos, amigos entregar os vossos currículos, sejam vocês mesmos. A pessoa do outro lado gosta de quem demonstra interesse, de conhecer primeiro e muitas vezes podemos responder logo a questões que possam aparecer no momento ou mesmo sermos logo entrevistados, como foi o caso de onde estou a trabalhar agora. O meu conselho? É mesmo esse, entreguem pessoalmente sempre que for possível e se tiverem que mandar por e-mail algum esforcem-se para o "Assunto" da vossa mensagem ser apelativo para quem está do outro lado ler pois pensem: o vosso e-mail não é o único a cair na caixa de entrada e vocês querem que ele se destaque.


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2 comentários

  1. Para acabar o curso profissional tenho de fazer 600 horas de estágio curricular. No princípio foi muito complicado. Mandava e-mails, ia aos locais, diziam me que iriam contatar me e nada. Mas também quando apareceu foram 2 de uma só vez e estava aceite nas duas. Acabei por escolher uma que fica bem mais longe de casa só que tenho oportunidade de continuar lá. Hoje em dia, só não arranja trabalho quem não quer. Pelo menos aqui na ilha é um exemplo. Adorei o post e o teu cantinho! Beijinhos

    www.dezoito.pt

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    1. Olá Carolina,
      Aí está outra condicionante a ter em conta, principalmente quando se fala de estágios curriculares, a hipótese de permanência no sitio em questão! Estás a gostar desta tua nova experiência?
      Muito obrigada pelo comentário :)
      Um beijinho querida!

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