três estados

13:27:00

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| o amor ; a raiva ; a indiferença |

São três fases tão distantes. São três fases tão iguais. São três fases que se confundem entre tempos e não se percebem. Mas elas são tão... delas. Elas são tão lineares. Verdade que o limite é imposto individualmente. É tudo gradual. Depende do passado. Sim depende. Depende tanto dele como depende de tudo aquilo que queremos agarrar no futuro. Depende tanto do passado como do quanto achamos que já sentimos. Depende tanto do futuro como do quanto achamos que merecemos. Três fases conjugadas que servem de embale para o que vem aí. Para aquilo que querermos que chegue. Para aquilo que queremos que fique. Para aquilo que queremos que não volte. Para aquilo que nos faz sermos  nós mesmos  sem ser necessário reticências em contos.

O amor faz-nos crescer. Mostra-nos a importância de partilhar, a audácia que temos para lutar. A força que nos faz ser quem somos. O amor prova-nos que não precisamos de ser nada sozinhos. Mas de igual forma prova-nos que o estar sozinhos não é sinónimo de não existir amor. O amor não é fácil. Nunca o é. Não é preto no branco. Não é  sim  ou não. O amor não tem apenas uma definição e tão pouco um só jeito de ser. É verdade que nos faz sentir poderosos, cheios por dentro e faz-nos acreditar que o impossível é possível. O amor faz-nos crer que somos indestrutíveis até que ele próprio nos destrói. Não tem de haver um motivo especifico. Não tem. Talvez tivéssemos agarrado o amor errado. Talvez tenhamos prendido o amor de outra pessoa  por isso nos magoou.


A raiva por sua vez é muitas vezes encomendada pelo diabo que alimenta almas perdidas sobre pretextos de erros cometidos, pensamentos impróprios ou mesmo planos mal estruturados. A raiva consiste na sobrecarregação de amor,  muitas vezes. No sentido de possessão oprimida só porque "não é meu, não resultou comigo, não será com outra pessoa". A raiva faz-nos isso. Sobrecarrega-nos com a negatividade que tentamos camuflar com o bom sentido da vida. Mas que sentido é esse senão a opressão e o prolongamento da irrealidade? A raiva clareia-nos a mente e apoquenta-nos a alma. Enche-nos de neblina o peito e incendeia a alma. Mas enquanto a alma resiste, o peito desfaz-se. É assim que atua. É assim que nos cega. É assim que destrói. O coração sente aquilo que a mente quer. A alma sente aquilo que é são e verdadeiro, por isso se crava na alma e não no peito. A raiva apodrece qualquer sentimento, o diabo é mestre nestas ocasiões.


A indiferença chega quando a raiva já destruiu tudo aquilo que restava. A indiferença faz doer mais do que qualquer outra coisa. Não dá para fingir indiferença, os olhos não deixam. Mas quando estes ficam, sem réstia de brilho, sem réstia de esperança, sem réstia de saudade... Aí sim. A indiferença destruiu tudo o que podia ter resultado anteriormente. Quando ela chega, não há amo-te  que perdure, não há perdão que se memorize. Quando ela chega, é o corte final.Não categorizem a indiferença como sentimento pois ela e somente a ausência deles. E pior que sentir raiva, é não sentir nada.


A verdade é esta, todos temos a nossa fase, só ainda não percebi bem onde estou eu. Que a poeira acalme!

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2 comentários

  1. Texto espetacular! Super bem descrito e realista.

    Um beijinho*

    https://healthyfoodandme.wordpress.com/

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  2. Muito obrigada Sara, um beijinho <3

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