The circle

11:27:00

Crítica: O Círculo (The Circle)



Não sendo preciso,  mas faço questão de o dizer outra vez,  tudo o que envolva a Emma Watson eu vejo, revejo, assimilo. Ontem foi dia de colocar a cinematografia em dia e vi o filme The Circle,  em que a Emma é a personagem principal. Confesso que fiquei bastante desiludida, não pela interpretação da atriz mas sim pelo filme. O filme entusiasma-nos mas depois não consegue concretizar aquilo que nos promete desde o inicio. 

O filme é baseado num livro de Dave Eggers, 2013, dá-nos a ideia futurista do que será as nossas vidas com todo o acesso que temos e iremos ter às tecnologias. O filme apresenta-nos o que acontecerá com a privacidade da sociedade, ou mesmo com a falta da mesma. Mas aí é que está, o filme, na minha opinião, promete muito e não consegue chegar ao ponto que coloca o espectador, não alcança o que promete. 

O Circulo é como uma junção de todas as redes sociais e todos os programas confidenciais que armazenam os dados dos seus utilizadores. Para além do avanço da tecnologia ser sempre coordenado por quem tem sede de poder. São controlados os gostos, as partilhas, os comentários, tudo o que é publicado através do acesso à internet,  e lá está,  tudo o que não é. O convívio interpessoal face a face é cada vez menor e tudo para além da sociedade criado no círculo é vista como seguidores e não pessoas com quem conviver. 

As ideias apresentadas durante o filme são apresentadas tão de seguida que não dão a devida continuidade, as consequências, o desenvolvimento e até mesmo a finalização das mesmas. Falta a interligação com o que é apresentado e com o produto final. Acho que grande problema do filme trata-se disso. 

Um dos pontos a favor do filme é não haver romance envolvido, Mae (Emma Watson),  como personagem principal pretende dar uma vida melhor aos seus pais, uma pessoa humilde e com grande potencial e ambição consegue com a ajuda da sua amiga Annie chegar ao Circulo, onde consegue também apoio medicinal para o pai que sofre de esclerose múltipla. A de volta da personagem de Emma que se desenvolve toda a história, sendo ela a originária de grande parte das ideias assim como a cobaia ideal para a criação do Soulwatch. Para mim ficou a faltar o desenvolvimento da personagem do Ty e do Mercer. O final fica um bocado aquém daquilo que foi a revolução final de Mae devido a todos os obstáculos de relatar 24/7 a sua vida para pessoas de todo o mundo.


Confesso, não foi dos meus filmes preferidos, tem muito conteúdo para pouca resolução e isso faz com que se perca um pouco o espectador. 

Filme promissor que falha na finalização, é assim que o descrevo, ou melhor, "potencial não alcançado" tal como Mae diz na sua entrevista.

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