Christmas Time

07:38:00




Eu adoro o Natal, quem me conhece sabe o quanto deliro com esta época. A criança que vive em mim dá pulos de alegria, conta os dias e parece o burro do Sherek mas desta vez com "falta muito?". Não é pelas prendas. Nem é pela montagem da árvore de Natal. Normalmente isso costuma aquecer o coração das pessoas. Adoro esta época, as pessoas ficam mais calorosas, a família torna-se o mais importante. Apesar de haver sempre quem valorize mais os presentes para mim a família é tudo.




Eu tenho uma família enorme. É verdade que já tivemos mais crianças e que cada vez mais os lugares à mesa vão ficando vazios. Confesso que há um que me custa estar vazio: o do meu avô. Creio que toda a gente o sabe, toda a gente sente a falta dele. A casa onde passamos esta quadra varia sempre, já foi na minha, já foi na dos primos da Lourinhã, já foi na da tia de Alenquer, este ano é na casa da minha irmã. O natal passado a minha irmã passou em casa do marido logo não pudemos passar com o Vicente. Este ano finalmente temos a família toda junta. Ou quase. O meu primo não consegue vir de Inglaterra e a minha madrinha fica pelo Brasil, mas de resto está cá tudo. Estou ansiosa. A sério. Pareço uma criança que espera junto da chaminé pelo pai natal e deixa o copo com o leite morno e as bolachinhas para ele não ter fome. Mas vejam isto do meu prisma, sempre fui habituada a ter a casa cheia, crianças a correr, família a dizer parvoíces, maratona de filmes da Disney, jogos em grupo, karaoke, novidades, desejos, beijos e abraços, gargalhadas, doces atrás de doces feitos por todos. Somos mesmo uma família. Não interessa os problemas, ali, naquele momento, somos só nós. São das melhores recordações que eu tenho.





Todos os anos dizemos os mesmos "as prendas deste ano vão ser só para os pequeninos".  Esqueçam, é mentira. A árvore de Natal fica sempre repleta e acreditem que não é só para as crianças, até porque cada vez mais temos menos crianças. Sejamos sinceros, a próxima geração a estar na "obrigatoridade"  de ter filhos e continuar com o crescimento da família e isso tudo, é a minha e a da minha prima Inês e a da Margarida., está fora de questão. Ainda somos demasiado novas, mais depressa a minha irmã têm outro filho do que eu ou elas temos o primeiro. Estamos em momentos de vida diferentes, temos objetivos diferentes. Ainda não é altura, por isso por enquanto vamos mantendo "envelhecida" a família. Eu sou aquele tipo de pessoa que estoira imenso dinheiro nas prendas de Natal, gosto imenso de dar e ver a reação deles. Mas também não é para a família toda: é para a mãe, irmão, irmã, cunhado, avó e agora o Vicente.


Que o Natal chegue rápido, que eu não estou aguentando!
















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