Prazos

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A tentativa de colocar prazos para tudo o que fazemos é apenas ridículo. Confesso que contra mim falo. Coloco até prazos de quanto tempo tenho de demorar de um lugar ao outro. Que só posso pisar as linhas brancas da passadeira. Que tenho que chegar àquela casa antes do carro passar por mim. Se eu coloco estes pequenos limites. Estes pequenos prazos porque não haveria de colocar prazos em tudo o resto da minha vida. Parece incrível. Tenho a mania que tem que ser tudo ao tempo que defino. A licenciatura é para acabar em três anos. O emprego é para arranjar na área até seis meses depois de acabar o estágio curricular. A minha casa é para arranjar até dois anos depois de começar a trabalhar. O relatório é para acabar na semana a seguir a acabar o estágio. O amor é para ser já e intensamente ou então não venha. No meio disto tudo esqueço-me de colocar é um prazo para viver. Que no meio disto tudo duvido que esteja de facto a viver. Limito-me a colocar prazos para tudo para não ter hipótese que as coisas aconteçam fora do eu controlo. Mas a verdade é que das melhores coisas que me aconteceram não foram planeadas. Eu não sei se deixe de vez os prazos. Mas se o fizer sinto que me estou a tornar irresponsável. Mas se não os deixar não me permito conhecer talvez as melhores coisas da vida. Aquele dilema incrível. As pessoas diriam para arranjar um meio termo. Mas eu nunca fui deles. Ou era tudo. Ou era nada. Acho que tenho que encontrar o rumo certo rapidamente!

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