só espero até aos 22

13:37:00

É idiota marcar data limite de espera quando se trata do coração. Eu sei. Mas nunca fui rapariga de fazer as coisas da maneira tradicional. Talvez já tenha passado o meu. Talvez eu não devesse estar a insistir. Talvez eu devesse parar de lutar. Agora. Agora mesmo e não pondo uma data específica. Mas a verdade é que não consigo ainda deixar para trás o passado. Idiotice a minha, se o passado já está lá atrás. Mas não consigo. O meu coração não deixa. O meu coração enche-me a alma de saudade. E pior que isso. O meu coração insiste em lembrar-me todos os dias que estou apaixonada. Que coisa ridícula essa coisa de amor. Estou apaixonada e odeio a sensação. Odeio a sensação porque não sinto que é igual. Talvez eu tenha vindo tarde demais e seja algo que precise de carregar o resto da vida. Os “se” constantes de coisas que pensei fazer e nunca fiz, que pensei dizer e nunca disse. O maior “se” é aquele “se eu tivesse perdoado mais cedo”. Hoje aguento a ânsia, alimento a esperança e morro de amores. Tu és o homem da minha vida. Púnhamos os pontos nos is. És e desde a tua chegada que assim o é. Já passaram cinco anos. Cinco anos. É uma infância, um mundo e o tempo suficiente para acertos, para perdoar, para esquecer e para lutar. Não? Se nunca te tivesse tocado, se nunca tivesse sentido o teu perfume começava a pensar que eras só imaginação minha. Eu gosto tanto de ti como gosto de um golo do benfica. E isso é a maior declaração de amor que te posso fazer. Quanta saudade ainda preciso de engolir para acabar a espera? 


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