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FACULDADE || Ano de finalista

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O último ano chegou. Chegou o ano de finalista. Devo dizer-vos que passou a correr, que dou por mim a pensar que ainda ontem estava assustada com a nova vida. Ainda ontem abria cuidadosamente o e-mail para ver as colocações, ainda ontem dava um pulo de alegria por ter entrado naquilo que queria, ainda ontem os medos iniciais me percorriam "será que me vou adaptar" "será que o curso é mesmo aquilo que eu estou à espera?". Ainda ontem ia com o bichinho da praxe, ainda ontem iniciava o meu ano de caloira e agora, agora inicio o meu ano de finalista. O último ano.





Já trago comigo uma bagagem enorme de risos, choros, falhanços, quedas, lutas, conquistas. Já trago comigo uma bagagem enorme. E já trago comigo saudade destes anos e o medo de não conseguir aproveitar como quero o meu último ano. 



Comigo trago um ano de caloira que me enriqueceu em todos os aspetos, uma valorização da palavra família, da palavra crença e da palavra união. Trago comigo o espírito de inter-ajuda que me incutiram. Trago comigo a força de superação de quaisquer desafios que me fossem propostos. Acabei sendo uma melhor pessoa, uma melhor profissional e sem dúvida uma mulher muito mais forte. Os amigos que me acompanharam neste ano, os momentos que criei, as recordações que guardei, foram sem dúvida das maiores conquistas que tive. O desfile académico, o batismo, o tribunal de praxe. As praxes fizeram-me sentir parte de algo, e não me arrependo.







O segundo ano foi o largar o apoio total e sê-lo para os novos caloiros que aí vinham. Se dantes era o medo de não nos adaptarmos, agora era o medo de não ser suficiente para adaptar os outros que vinham a contar connosco. A primeira vez que vestimos o traje, o sentir da responsabilidade de o usar, o valor da praxe e o código pelo qual nos regemos. O orgulho que vemos nos nossos veteranos por termos crescido, por terem feito um bom trabalho e acima de tudo por nos terem criado da melhor forma que podiam. E nós, bem nós com a responsabilidade em cima de sermos tudo o que eles foram para nós para os novos caloiros e não desiludirmos quem teve lá para nós. Hoje, ao fazer uma retrospetiva do meu segundo ano enquanto estudante universitário, posso dizer que fiz um bom trabalho e orgulho-me disso. Nem sempre fui a mais correta, falhei algumas vezes e não consegui fazer tudo o que queria, mas tenho orgulho de todas as etapas que consegui avançar.




(afilhada 8 milimitros)



(afilhada Car-messe)



(afilhada Cudeca)



(afilhado Estorninho)



(afilhada Filho Da)



(afilhada Hannah Montada)



(afilhado Infesado)



(afilhado Pacunisco)



(afilhado Sir Will)


O primeiro pedido para ser madrinha para mim mexeu comigo, se por um lado tive medo de não saber ser madrinha, por outro senti-me reconfortada por depositarem em mim a confiança de um acompanhamento académico. Nunca pensei sequer a vir ter um afilhado académico, sonhei com isso, estaria a ser hipócrita se dissesse que não sonhei mas achava que ninguém veria em mim o porto seguro académico com tantos por onde escolher. Acabei o ano com nove afilhados académicos. Dois de curso, aqueles que batizo, que são do mesmo curso que eu pois na minha faculdade para os batizar tem de ser assim -Estorninho e Sir Will e sete de afinidade, com o mesmo estatuto de afilhados com a única diferença que não os batizo - Pacunisco, Infesado, Cudeca, Hannah Montada, Filho Da, Car-messe, 8 milimitros). Na minha faculdade para madrinha/padrinho de curso/batismo, os rapazes tem de pedir uma madrinha e as raparigas um padrinho. Eu não me desiludi de os ter aceito como afilhados, espero que eles não se tenham desiludido de me terem pedido como madrinha.



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Agora, agora o último ano. Aquele que vemos os nossos caloiros com o medo de não serem suficientes e nós com a nostalgia de já estar a acabar e com a sensação de dever cumprido ao vê-los trajar pela primeira vez. As minhas expectativas para este ano são enormes, espero não me desiludir e conseguir aproveitar ao máximo. Porque sem duvida que levo comigo os melhores anos da minha vida e pessoas demasiado importantes para ficarem apenas como uma memória.















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