vim sozinha

21:13:00

achei que já não fazia tanta diferença. no entanto enganei-me. continuo a não suportar. a não suportar ver danças. a não suportar ver olhares. a não suportar ver o teu toque engatatão. pensei que passasse. aliás pensei que grande avanço já tivesse feito. mas depois chegas tu. tu e esses olhos. tu e esse jeito. tu e tudo o que me prendeu a ti.
sou rapariga de sofrer para dentro. sofrer calada. quando as lágrimas teimam em vir escondo-me sozinha. percorro estradas sem fim e espero que o  vento que me refresca a cara leve junto todas as mágoas momentâneas. não que seja bem assim. mas pelo menos eu tento. quando elas chegam. quando elas chegam eu fujo. eu paro o sorriso. paro a dança. paro tudo. e fujo. fujo porque jamais gostarei de dar a parte fraca. jamais gostarei de estragar o momento aos outros. jamais gostarei de ser o centro das atenções. jamais gostarei de te fazer cenas. tens o direito de fazer o que quer que seja. mas eu. eu tenho o direito de ainda sofrer. de ainda sentir a cem e não a vinte ou trinta como devia. eu tenho o direito de não gostar mas jamais terei o direito de te impedir do que quer que seja. quero que sejas feliz. que faças o que queres. mas não me peças que goste de tudo. aceitar aceito. tem de ser. mas ambos sabemos que não vou gostar e não sou pessoa de fingir. achei que já não fazia tanta diferença. no entanto enganei-me. cortaram-me as asas a meio do voo. prenderam-me a meio da caminhada. e no meio de tudo esqueceram-se de me dizer como continuar sem mossas. obrigada por seres a maior tristeza que tenho na vida porque de certo que és a maior alegria que tenho na minha imaginação. amo-te

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