já há muito

14:25:00


já há muito que não vinha. já há muito que evitava. já há muito que cortei relações com a escrita e que me envolvi em conversas que nem eu própria entendo. já há muito que agarrei-me à imagem da mulher que devia. mas já há muito que tento e já há muito que não aguento. já não dá. eu mereço chorar. largar tudo. sair correndo ruas e ruelas, avenidas e praças. destruir porque me destruí ou deixei que destruíssem.
talvez até não valha a pena. mas sinto-me leve. é estranho estar bem à minutos e agora cair. cair num abismo para o qual considerava ter criado uma ponte. uma ponte que ligasse o que era e o que merecia ser. não peço mundos e afins. peço apenas que não te encontre em todos os meus confins. espero que não te tenhas iludido porque saias desiludido. porque vieste quando quiseste mas só ficaste porque eu deixei. quando menos quis, quando mais esqueci. lá começam as noticias tuas. mas para que servem mesmo as filhas da puta delas, se o nosso acaso, foi um acaso individual incompreendido entre espaços e aspas onde cada ponto final se desenrolou para pontos e virgulas. não consigo deixar iludir. que ficaste porque fingiste bem demais. não. tu ficaste porque eu quis que ficasses. sempre soube quem és. sempre soube por onde andas. sempre soube apenas para o que quero que sirvas! serviste e bem. serviste e perdoa-me ter-te ultimamente para isso. não fingiste bem. acreditei até quando podia. e aproveitei-te. porque não haveria de o fazer se tu deste o inicio fizeste o mesmo comigo?! neste momento serves. neste momento amo-te. neste momento não te quero. neste momento sinto. neste momento. neste momento não finges. porque neste momento não te deixava ficar. para o que é, qualquer um serve, para o que é, tu serves!





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