graças

19:01:00

não comece por esfregar as mãos e pensar que é mais um para ele. até o posso mencionar, porque, inevitavelmente o farei. mas não é o principal assunto. quis criar uma nova pasta. uma pasta que fizesse de mim o amor da minha vida. não tenho peito enorme nem rabo e peço desculpa a quem usa isso como padrão de beleza. nunca foi o meu. tenho um feitio desgraçado mas creio que dou demais de mim a quem não considera sequer retribuir. e foi esse o problema com ele. esse e a ilusão.
criei uma imagem que não a certa e tenho me vindo a desiludir cada vez mais com as atitudes dele. mas ainda bem. pode ser que assim o tempo não precise de ser o principal factor que me ajude a esquece-lo. hoje voltei a vê-los. os amigos de infância. aqueles que me faziam chegar a casa com braços e pernas esfolados. aqueles que ainda me viram de pernas para o ar para ver o mundo ao contrário. reparei que eles sentiam tanto a minha falta como eu a deles. como é que eu fui capaz de os tentar afastar? sempre fui a mais nova, a princesa. sempre fui quem protegiam e à medida que cresci pensei que se calhar estava ali a mais. que eles estão na idade de casar, ter filhos. e eu... bem eu estou a entrar na idade que eles estão agora a sair. mas sabem que mais, eles continuam os mesmos anormais de sempre. é bom reviver. e é bom saber que há alguém que tenha orgulho na mulher que me tornei. se hoje tenho força e coragem devo-o a eles. incutiram-me valores, conhecimento e acima de tudo incutiram-me o verdadeiro significado de lealdade, de amizade, de confiança. sinto-me tão bem com eles. posso ser eu mesma. com defeitos e com o feitio desgraçado. não os trocaria por nada. 


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