esqueço(-me)/(-o)

16:43:00

eu não entendo a tua normalidade. talvez por não saber ser igual. talvez por ser calculista como um dos teus melhores amigos disse. talvez seja apenas porque não é suposto entender. eu só não gosto das tuas bipolaridades, de não saber o que realmente sentes. é isso que me faz impressão. é isso que me incomoda. é dizeres-me a mim uma coisa e no dia seguinte já não é nada disso. começo a recuar e tu procuras-me. afasto-me e tu sentes falta. mas oh foda-se, quanto mais tempo aguento longe, mais intenso vens me agarrar. se cedo tu recuas. se te agarro tu ignoras. é disto que eu não gosto.
é disto que quero longe de mim. não suporto. devia tomar uma decisão definitiva eu sei que sim. ter-te longe. mas quando estou prestes a conseguir vens tu com o "oh amor", com os cuidados, com esses olhos verdes carinhosos e esse sorriso imbecil e eu esqueço-me que é uma vez em mil. esqueço-me das noites que passo sozinha na cama. nas safadezas que vejo e que penso em partilhar contigo e tu não estás. dos rabos de saia à tua volta. esqueço-me que senti a cem e tu a vinte. esqueço-me nesses momentos que és a pessoa errada e vejo-te da mesma intensidade de quando era ingénua na nossa "relação". (mas qual relação?!! relação a três a quatro a cinco a seis ou o que quer que seja. mas que pensas tu miúda? esquece-o). eu só tenho uma questão, e sei que ela resolveria todos os meus dilemas. mas tenho tanto medo de a fazer. pois sei que será a última porta a fechar, o último golo da garrafa, o último jogo do campeonato, a última edição do livro. e não sei se me encontro preparada para refazer as malas e partir ou deixar-te ir sem permitir que voltes. quem me dera que fosses capaz de me dizer que acabou de vez ou que é a mim que queres. se até a escrever me custa imagina a falar, se até nas trémulas linhas me arrepio e o meu coração quase que foge de mim. não é que o censure. é apenas inveja, porque se pudesse faria o mesmo. estrela, "se eu te afastar de vez vives bem com isso?" não respondas, não leias, não oiças, não queiras, não sintas, não penses, não nada. por favor. tenho medo da resposta. porque ou terei que ter tomates para aguentar este cruzeiro contigo na margem ou terei que ter braços fortes para que te sintas sempre em casa sem precisar da procura constante de nova moradia. foda-se. com que raio de cara te haverei de enfrentar desta vez?



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